Equipe PIP/CBC

Conselheiro Lafaiete, Minas Gerais, Brazil
Este blog foi idealizado como mais uma forma de ajuda da Equipe do Programa de Intervenção Pedagógica PIP/CBC de Conselheiro Lafaiete, para com os professores, companheiros de profissão e demais SRE's, além de tornar um espaço acessível por todos para trocarmos experiências e ideias sobre o nosso contexto.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Atividades de Alfabetização

    Em busca de um site de atividades de alfabetização encontrei um com as seguintes atividades: Montar blocos, contar, ligar pontos, aprender a dividir, conhecer as cores, são atividades recomendadas durante o processo  de alfabetização.  Acesse o site: http://www.brincandoseaprende.com.br/index.php?lista=alfabetiza%E7%E3o

Andragogia X Pedagogia

      O termo andragogia remete à compreensão do processo de aprendizagem do adulto. Vem de andros, que significa homem em grego. Ele não se opõe a pedagogia que, por sua vez, remete à compreensão do processo de aprendizagem da criança. Paidós significa criança, também em grego. Mas o fato de haver um termo específico para a educação de adultos denota que os gregos já sabiam que os adultos possuem estratégias específicas de aprendizagem decorrente justamente da sua situação.

Os estudiosos de educação, neste ponto, estão em dívida com os adultos, pois se encontramos uma abundante produção sobre pedagogia, quase nada se produziu até hoje sobre andragogia. O que se encontra é uma tentativa de adaptar-se princípios e métodos da pedagogia para a andragogia, como se a última não constituísse um campo de estudo.

Essa é uma realidade mundial, porém no Brasil ela toma contornos especiais: o nosso país está ampliando o acesso ao ensino superior. A chamada nova classe média está chegando às universidades e esse perfil de alunos tem importantes características como: em geral, é um adulto que já está no mercado de trabalho e entende que voltar a estudar é uma maneira de seguir progredindo no mesmo. Tem entre 22 e 30 anos,

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

OBMEP 2013

Escolas mineiras já podem se inscrever na 9ª edição da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas


Inscrições devem ser feitas pela internet até o dia 05 de abril
As escolas da rede estadual de Minas Gerais já podem se preparar para repetir o sucesso conquistado nas últimas edições da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep). Tem início nesta segunda-feira (18-02) o período de inscrições para a primeira fase da competição. A inscrição deve ser feita pelas próprias escolas até o dia 05 de abril e elas devem informar o número de alunos que participarão da primeira fase, sem necessidade de inscrições individuais.
Em 2012, a participação mineira na competição foi expressiva. Em 2012, o Estado registrou mais de dois milhões de inscritos para a primeira fase da competição. O número representou cerca de 10% dos participantes em todo o país, que foi de 19,1 milhões. Para a 7ª edição, Minas contou com 4.464 escolas inscritas das 46.728 escolas públicas participantes nos três níveis da Obmep em todo o país. As escolas participantes foram de todos os 853 municípios do estado.
Em relação a resultados, Minas Gerais tem destaque ainda maior e tem apresentado um crescimento significativo na competição tanto em números absolutos, quanto percentualmente. Em 2011, quando a organização da Obmep distribuiu 3200 medalhas, os estudantes mineiros conquistaram 816, ou 25,5% do total. Em 2012, foram 4500 medalhas e alunos de Minas conquistaram 29,6% do total. Sinal de que os mineiros estão cada vez mais afiados nas contas.
Entre as escolas mineiras que se destacam, anualmente, na Obmep está a Escola Estadual Senador Bueno de Paiva, no município Cachoeira de Minas. A diretora da escola, Maria Goreti Rodrigues Dionísio Pereira, ressalta a importância de incentivar a participação dos alunos na Olimpíada. “Acho muito importante as escolas incentivarem os alunos a participarem da Obmep. Aqui na escola, todos os estudantes participam e sempre falamos com eles da importância da prova”.

Inscrições
O cadastro para participar da competição deve ser feito pela escola, mediante o preenchimento da ficha de inscrição disponível no site da competição. Na primeira fase, a escola deverá indicar na ficha apenas o número total de alunos inscritos em cada nível.

JEMG/2013

 
Atenção! Inscrições de municípios terminam no
 dia 15/03/13

Os municípios que ainda não se inscreveram no Programa Minas Olímpica/Jogos Escolares de Minas Gerais – JEMG/2013 têm até o dia 15 de março para garantir sua participação na competição.

O Minas Olímpica/JEMG é um Programa do Governo de Minas, por intermédio da Secretaria de Estado de Esportes e da Juventude e da Secretaria de Estado de Educação. A execução é de responsabilidade da Federação de Esportes Estudantis de Minas Gerais – FEEMG.  O convênio visa o aperfeiçoamento da gestão dos Jogos e a melhoria do nível técnico dos participantes.

Faça sua inscrição no site http://jogosescolares.esportes.mg.gov.br/

Etapas do JEMG/2013:
microrregional: 1º de abril a 2 de junho.
regional: 24 a 29 de junho.
etapa de atletismo: 14 a 20 de julho.
estadual: 28 de julho a 3 de agosto.




Thaiza Friaça e Daniela Tavares
Equipe Jemg/SRE – Conselheiro Lafaiete

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Avaliação Diagnóstica

   Início do ano, turma nova, enfim, como começar o trabalho com os alunos?
Nem pense em iniciar o trabalho pedagógico partindo da premissa do que você ACHA que os alunos já sabem. É preciso investigar, avaliar, levantar o que de fato a turma já sabe e o que ainda ela não sabe.
O instrumento para fazer isso é realizar a Avaliação Diagnóstica, que tem o objetivo de verificar a presença e a ausência dos pré-requisitos de aprendizagem adquiridos, ou não, na série anterior.
Não há um modelo de Avaliação Diagnóstica, cada Professor, conforme sua disciplina e os pré-requisitos que precisam ser trazidos da série anterior, é quem elabora atividades que levantem o que o aluno sabe e o que ele ainda não aprendeu.


1) Quando e porquê realizar a Avaliação diagnóstica:


. Realizada no início do curso, período letivo ou unidade de ensino
. Tem a intenção de constatar se os alunos apresentam ou não domínio dos pré-requisitos necessários (conhecimentos e habilidades) para novas aprendizagens, caracterização de eventuais problemas de aprendizagem e suas possíveis causas (cognitivo)
.Função: diagnosticar
.Serve para identificar alunos apáticos, distraídos, desmotivados (comportamentos)
De posse dos resultados da avaliação diagnóstica será possível o Professor ajudar os alunos das seguintes formas:
- Estimular o relacionamento entre os alunos, através de jogos e atividades dinâmicas
.Criar intervenções pedagógicas específicas que auxiliem o aluno a superar dificuldades
.Criar Rotinas que reforcem o comportamento positivo dos alunos
.Realizar mudanças no ambiente da sala de aula que favoreça o aprendizado
.Adotar novas práticas de ensino que estimulem a participação da turma


2) O QUE AVALIAR: Levantar Pré-Requisitos da série anterior


Muitos Professores sempre mandam email pedindo modelos prontos de avaliação diagnóstica. Creio que isso deve-se ao fato de que, para o Professor, não há a clareza do que ele deve levantar neste tipo de avaliação.
Quando você conhece o que deve diagnosticar, basta você criar atividades pertinentes a sua disciplina, e isso é algo que você já está acostumado a fazer quando elabora as tarefas, as provas, as dinâmicas, os textos, os vídeos, enfim, quando você elabora a sua aula.
Você precisa ter claro que deve verificar os objetivos e metas a serem atingidos na série atual, e levantar quais são os pré-requisitos que o aluno já deve ter adquirido na série anterior.
Por motivos óbvios, não é possível fazer neste artigo, um detalhamento de todos os pré-requisitos para todas as disciplinas e séries, porém a título de ilustração, tomarei como exemplo um aluno que ingressa no 6º. Ano, e que o Professor de Matemática precisa levantar se este aluno traz os pré-requisitos necessários para cursar o 6º. Ano e atingir os objetivos estabelecidos para esta série.
- Situação : O Aluno está matriculado no 6º. Ano (verificar quais são os objetivos desta série no que refere-se à Matemática).
- Levantar quais são os pré-requisitos que esse aluno deve ter , em Matemática, ao chegar no 6º. Ano
- Exemplos de pré-requisitos que o aluno já deve trazer do 5º. Ano em Matemática:
. Operações Fundamentais- adição, subtração, multiplicação e divisão
- algoritmos das operações fundamentais
- utilização das operações fundamentais como ferramenta para a resolução de  problematizações
- cálculo mental
. Frações- conceito e representações
- leitura e escrita
- comparação de frações
- frações discretas e contínuas
- cálculo de fração de quantidade
- frações equivalentes
- simplificação
- operações com frações
- resolução de problemas envolvendo frações
. Porcentagem e Gráficos:
- conceito de porcentagem a partir das frações decimais
- cálculo de porcentagem através de frações equivalentes
- resolução de problemas envolvendo cálculos de porcentagem
- desenvolvimento de procedimentos e estratégias para coleta de dados e informações em pesquisa de diversas naturezas
- construção de procedimentos de apresentação de dados coletados
- construção, leitura e interpretação de diferentes tipos de representações gráficas (barra, linha, setores)
. Geometria: Medidas, Formas e Construções Geométricas- conceitos: ponto, linha, superfície, vértice, aresta, ângulo
- linguagem geométrica
- polígonos
- triângulos e quadrilátero
- propriedades dos triângulos
- conceitos: escalas e simetria
- construções geométricas com o auxílio do compasso e do transferidor
- ampliação e redução de figuras
- sólidos geométricos.


3) Como Avaliar: Instrumentos de avaliação


Existem diversos recursos e práticas de ensino disponíveis que podem ser utilizados no momento da avaliação diagnóstica. Idealmente, selecione mais de um dos instrumentos abaixo :
. Pré-teste;
. Auto-avaliação;
.Observação;
. Relatório;
. Prova;
.Questionário;
. Acompanhamento;
.Discussão em grupo;
. Estudos de caso (análise de estudos de casos com o objetivo de identificar como o aluno responde à avaliação);
.Fichas de avaliação de problemas (trabalhar com modelos de fichas de avaliação), etc.
A utilização dos instrumentos deve ser adequada ao contexto em que o professor se encontra. Por exemplo, aulas com muitos alunos inviabilizam a avaliação por observação ou acompanhamento, enquanto que disciplinas práticas possibilitam esses instrumentos de avaliação.
Não se surpreenda se, ao analisar os resultados levantados na Avaliação Diagnóstica você tenha de fazer ajustes no Planejamento. Afinal, quando o Planejamento é criado, o aluno ainda não foi avaliado, e portanto, o Planejamento é elaborado com base em um aluno “ideal”, e portanto, é um Planejamento longe da realidade dos alunos, pois o Professor o elabora baseado em suposições e não em dados reais.
O fato é que, quando as aulas começam a situação mostra-se outra: alunos com defasagens de aprendizado, com dificuldades em determinados conteúdos, e sem os pré-requisitos necessários para cursar aquela série.
E antes que você reclame que realizar a Avaliação Diagnóstica é uma “perda” de tempo porque você tem que “dar conta” do Planejamento até o final do ano, já lhe aviso: o objetivo maior que você deve cumprir é criar todas as condições para que todos os alunos adquiram as competências necessárias de aprendizado e não apenas para cumprir o Planejamento.