Enquanto a nata do esporte brasileiro
briga por medalhas em Londres, em Minas Gerais, uma outra competição
esportiva desperta o interesse de jovens prodígios. Os Jogos Escolares
de Minas Gerais reúnem atletas de todas as partes do Estado e, mesmo com
a atenção voltada para o que acontece nas quadras, pistas e piscinas da
cidade de Patos de Minas. Na cidade sede, onde acontecem os jogos
escolares, os jovens atletas não deixam de ficar com um olho grudado em
Londres, acompanhando o desempenho dos brasileiros. Afinal, quem está
por lá, em terras britânicas, são justamente os ídolos dos aspirantes a —
quem sabe — medalhistas olímpicos do futuro.

Fã do levantador Ricardinho, Julienderson já tem um currículo repleto de conquistas. Foto: Bárbara Camargo ACS SEE
O jogador de vôlei Julienderson Alves Costa, de 16 anos,
é um exemplo. Fã do levantador Ricardinho, Julienderson já tem um
currículo repleto de conquistas: campeão nacional em 2010 das Olimpíadas
Escolares e terceiro lugar do JEMG 2011, bicampeão mirim do estadual de
clubes mineiros em 2011, além de várias outras participações em
campeonatos estaduais. Para ele, “houve evolução nas equipes escolares
que estão disputando medalhas no JEMG. Eu treino duas horas diariamente e
minhas perspectivas para o futuro são boas. Pretendo continuar com o
voleibol apesar de ser muito cobrado na escola. O esporte me dá foco nas
salas de aulas”.
Questionado sobre o esporte no Brasil e a
situação da seleção brasileira, o atleta foi categórico. “Precisa haver
apoio ao esporte desde a base. O voleibol masculino brasileiro tem uma
equipe forte, apesar de não ter passado por um momento muito favorável
no último mundial. A seleção só se reúne na véspera das Olimpíadas, dois
meses antes. Isso atrapalha o entrosamento, o que faz diferença no
resultado de uma equipe”.
Ídolo: Ricardinho, levantador e
ex-capitão da seleção brasileira de vôlei. “Ele é uma pessoa que tem
foco. O espírito de liderança dele me inspira”.

Alexandra
Maria, de 17 anos, da Escola Estadual Chico Resende, de Lagoa da Prata,
ficou em segundo lugar no Campeonato Sul Americano Juvenil de 2011 e
classificada para a final das Olimpíadas Escolares 2012. Foto: Bárbara
Camargo ACS SEE
A lançadora de dardo Alexandra Maria, de 17 anos,
da Escola Estadual Chico Resende, de Lagoa da Prata, ficou em segundo
lugar no Campeonato Sul Americano Juvenil de 2011 e classificada para a
final das Olimpíadas Escolares 2012 depois de conseguir lançar o dardo a
uma distância de 43 metros. “Jogava handball e um dia fui chamada para
treinar dardo. Com pouco tempo de treino fui para campeonatos e cheguei a
lugares que nunca pensei que chegaria. Fui para Colômbia disputar o Sul
Americano e já conheci outras cidades por causa do esporte. Treino três
horas todos os dias, no campo improvisado de futebol que tem na minha
cidade. Vou seguir no dardo, sei que tenho grandes chances".
“Devia haver mais pessoas atentas no
Brasil aos novos talentos, principalmente nas cidades pequenas, que não
tem visibilidade. Nesta pista onde treino muitas pessoas disputam o
espaço”.

O
velocista Fábio Batista Souza, de 14 anos e classificado para a fase
nacional da corrida de 80 metros com barreira. Foto: Bárbara Camargo ACS
SEE
O velocista Fábio Batista Souza, de 14 anos
e classificado para a fase nacional da corrida de 80 metros com
barreira, e participando pela segunda vez no JEMG, acredita que “força
de vontade, independente dos obstáculos” é que define o bom desempenho
ou não do atleta. “Treino na Universidade Federal de Lavras e quero
chegar cada vez mais longe. Até onde eu puder. Jogos Olímpicos Rio 2016?
Quem sabe?”, riu o garoto.
Ídolos: Os velocistas Cristophe Lemaitre, da França e o jamaicano Usain Bolt.

Nayara
Noberto, acha que o Brasil poderia ter mais atletas representando o
país e melhorar seu quadro de medalhas se houvesse mais apoio a prática
esportiva como nos JEMG. Foto: Bárbara Camargo ACS SEE
A campeã dos Jogos Escolares de Minas Gerais 2011 em pentatlo (combinação de cinco provas femininas realizada em dois dias) e terceiro lugar das Olimpíadas Escolares do ano passado, Nayara Noberto,
acha que o Brasil poderia ter mais atletas representando o país e
melhorar seu quadro de medalhas se houvesse mais apoio a prática
esportiva. “Temos de persistir muito para chegar a algum lugar”, disse a
jovem que tem uma irmã no heptlato, também campeã das duas últimas
edições do JEMG. “Vou continuar a disputar
Ídolos: As saltadoras brasileiras Keila Costa e Maurren MaggiFonte: https://educacao.mg.gov.br/imprensa/noticias/3347-olho-nos-idolos-que-competem-em-londres-corpo-e-mente-nos-jogos-de-patos-de-minas-
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